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sexta-feira, 10 de março de 2017

Relato de minha ansiedade

   Olá, queridos amigos, companheiros, colegas e leitores aqui do blog. Como vocês estão? Eu estou em uma das maiores correrias que já pude vivenciar, sem tempo pra muita coisa, devido ao meu projeto de iniciação científica, mas senti falta de escrever pra vocês, então decidi postar algo como um desabafo.


   Não me lembro se já comentei com vocês, sou muito ansiosa, o que muitos irão assimilar com passar o dia pensando em um evento que está por vir ou com expectativas para uma festa em que o crush estará, ou até mesmo a louca vontade de que um dia chegue logo pra poder ir assistir um filme que você quer muito ver no cinema. Ao todo, você não está errado, mas se esse resumo de ansiedade fosse tudo, eu não precisaria escrever um post sobre isso.

    Quando somos exageradamente ansiosos, não pensamos apenas em um evento, pensamos em nosso cotidiano, nossa mente está sempre afogada de pensamentos sobre o que pode acontecer amanhã, hoje, daqui a 5 minutos. Quando temos um compromisso marcado para muito cedo: "e se eu não acordar?"; "e se o despertador não tocar?". Quando temos que ir pra faculdade: "e se eu me atrasar?"; "e se eu perder o ônibus?"; "e se eu não entender a matéria?". Sem falar nas vezes em que, do nada, passamos a pensar em como podemos ser um fracasso no futuro, passamos a querer fazer algo a respeito, mas acontecimentos do presente nos desanimam e ficamos pensando e pensando e remoendo em como podemos não realizar nada do que sonhamos para nós.


   Ficamos acordados até tarde e, às vezes, até viramos a noite pensando em que roupa iremos usar amanhã, o que falaremos pras pessoas, como deveríamos agir, como faremos amigos, ou como manter o que já temos. Quando a exaustão toma conta do nosso corpo, lá pras 8h da manhã, a gente se obriga a dormir (estudo a noite, por isso, comigo é assim), mesmo que em vão, já que não conseguimos relaxar nossos maxilares, estão sempre sendo forçados, sempre cerrando os dentes e temos que nos concentrar para que paremos de fazer força nele.

   Em meu caso, muitas das vezes minha ansiedade não está ligada com expectativas felizes, mas são pensamentos negativos e de preocupação, por isso ela sempre acompanha a minha depressão. Uma vida de preocupações contantes com coisas pequenas, é cansativa e autodestrutiva.

    Atualmente, apesar de eu ainda não ter procurado ajuda de um profissional (psicólogo ou psiquiatra), eu tenho total noção de que eu já deveria ter me consultado, mas a grana tá curta. Para me ajudar, estou tentando me ocupar de uma forma que eu passe a me amar mais, como me exercitando pra emagrecer tudo o que engordei com a depressão, tomando chás calmantes a noite para conseguir dormir, participar de atividades da faculdade, apesar da atlética acabar de ser fundada, já estou atrás de ser líder de torcida e, provavelmente, também jogarei xadrez em nome do Instituto.


   O que estou tentando fazer por mim mesma, COM CERTEZA, não é o suficiente, não irá me curar, não me fará 100%. Mas já ajuda. Me sentir um pouco mais bonita, me faz achar forças pra sair de casa. Dormir bem faz com que eu consiga completar minhas obrigações, ao invés de me frustrar com minha irresponsabilidade (afinal, eu sempre me culpo). E, atualmente, parei de comer miojo e passei a fazer minha própria comida, mesmo que eu odeie cozinhar, comer melhor, te faz melhor, eu tenho tido mais energia pra me forçar a sair da cama, algo que sempre foi uma tarefa difícil.

   Sinceramente, tudo que tá escrito aqui eu simplesmente tirei de meu peito, de minhas experiências cotidianas. Talvez eu procure algum psicólogo para fazer perguntas mais técnicas e pegar algumas dicas, fazer uma apresentação mais detalhada de como é a ansiedade e, então, passar para vocês.


   Bom, me sinto mais aliviada, por isso que eu amo escrever. Hahahahaha. Espero que tenham gostado da leitura e não se esqueçam de comentar, eu quero saber se passam ou já passaram por isso, o que vocês pensam sobre o assunto, como vocês lidam com isso, eu quero saber tudo. Porque eu sempre me sinto melhor quando converso com alguém sobre e, se eu puder ser esse alguém pra vocês, eu ficaria muito feliz. Falem comigo. E obrigada pela atenção.

domingo, 10 de julho de 2016

Uma nota pessoal sobre o estresse

   Boa noite, queridos amigos e leitores! Tudo bem com vocês? Não consegui cumprir minha promessa do último post, acho que vocês devem querer me bater nessa altura do campeonato, mas vou tentar recompensá-los por isso. UEHUEHEUHEUHEUHEUEHUEHU. Hoje irei abordar sobre o estresse, mas usarei minhas experiências pessoais para dar o exemplo (ou não).


   Creio que, para iniciar de forma correta, eu teria que apresentar-lhes a definição de "estresse", mas também acredito que ele se manifesta diferentemente em cada pessoa. Então, vamos dizer que o estresse é o acúmulo de sentimentos negativos que causam o desgaste emocional e físico, dando destaque para irritabilidade, desconforto e preocupação.

   No meu caso específico, além dos sintomas já citados, o estresse me causa insônia, distúrbio alimentar (perda de apetite), dores no corpo e agrava a minha depressão, ou seja, fico ainda mais frustrada com coisas pequenas, choro mais vezes por coisas sem relevância e me torno ainda mais de "porcelana".

  Lembrando que cada sintoma apareceram em situações diferentes, o que reforça que existem inúmeras causas para o estresse. Quando me mudei de cidade para iniciar a faculdade, onde não conhecia ninguém, dores musculares e de cabeça se tornaram frequentes, além de que me sentia constantemente irritada. E quando trabalhei com supervisores que era verdadeiros filhos da ****, do tipo que humilhavam os colaboradores e ninguém sabia como que foi parar naquele cargo (nos dois casos nenhum dos dois tinha curso superior), insônia, depressão, frustração, além de baixa imunidade, eram frequentes.



   Muitas vezes estamos tão imersos no estresse que nem enxergamos a solução para sairmos dessa situação que, ao meu ver, é deplorável. Tem um supervisor ruim e que, aparentemente, a direção não fará nada quanto a isso? Peça demissão! Está em uma cidade sozinha e ainda por cima cursando faculdade? Durma até um pouco mais tarde, mantenha os estudos em dia, mas tenha seu momento apenas para se divertir ou relaxar, mande mensagem para seus amigos e, principalmente, faça exercícios.

   Às vezes, o estresse vem acompanhado de preguiça e medo, mas temos que lembrar que nossa saúde, tanto física quanto emocional, TEM que estar acima disso. Os momentos ruins só são passageiros quando fazemos algo para escaparmos deles.


   Enfim, essa foi a minha experiência e o que eu aprendi, ou penso que aprendi, a respeito do estresse. Espero que eu possa ajudá-los, dar-lhes um pouco de direção, se estiverem passando por momentos turbulentos. Se gostaram, ou queiram compartilhar sua experiência comigo, não esqueçam de deixar um comentário. Também estou disponível em meu e-mail caso queiram alguém com quem conversar. Obrigada pela atenção.

domingo, 29 de maio de 2016

O que você viu de bom em você mesmo hoje?

   Boa madrugada, queridos leitores! Desculpem a ausência, mas estou no começo do período de trabalhos semestrais, acontece. Antes de começar o post, alguns avisos: hoje estarei em um evento anime aqui na minha cidade, chamado Anime Season e tentarei tirar o máximo de foto possível para apresentar pra vocês, também tentarei voltar a postar com mais frequência.


   Primeiramente, quero dizer que decidi postar minha opinião a respeito devido a extrema dificuldade que eu, como outras pessoas próximas a mim, temos em aceitar um elogio, ou dizer coisas positivas ou legais sobre nós mesmos. Creio que esse post seja para todas as pessoas inseguras e que, por muitas vezes, se sentiram inúteis ou sem qualquer qualidade, por mais pequena que fosse.

   Como uma dessas pessoas, eu dou um recado para nossos amigos mais seguros de si: a maior parte das vezes é involuntário! Quando comentamos coisas como "estou gordo (a)", "eu sou feio (a)", etc, muitas vezes não é pra ouvir um elogio, é apenas uma observação que fazemos em voz alta. E, pode ter certeza, que as "observações" que fazemos sobre nós mesmos dentro de nossas cabeças são muito mais depreciativas.



   Agora, para meus colegas de baixa autoestima, o que vocês falaram de bom para vocês mesmos hoje? O que fizeram hoje? Comeram algo que gostam? Cortaram os cabelos? Fizeram uma maratona de filmes que amam? O que fizeram POR VOCÊS hoje? Temos tanto pra reclamarmos de nós mesmo que muitas vezes deixamos de fazer coisas por nós, coisas que gostamos.

   Creio que a maior dificuldade é nos darmos conta que não há como sermos apenas fracasso, não tem como tudo em nós ser feio, é impossível que não haja algo que dê para ser aproveitado, sempre haverá algo em que nos orgulhamos em nós mesmos, ainda que seja pequeno.

   A minha intenção com esse post é que possamos aliviar um pouco da tensão externa de sermos perfeitos(a) e nos sentirmos um pouco mais orgulhosos(a) de sermos quem somos, ou mudar para melhor, para que tenhamos esse orgulho. Porque, independente de COMO você se sinta bonito (a), fique bonito para e por você.



   Enfim, eu gosto dos meus olhos, apesar de não serem claros, eles são grandes, o formato é fofo e os cílios compridos e volumosos, acho que é o que há de mais feminino em mim e fico feliz quando me perguntam se os cílios são postiços ou naturais. O que vocês mais gostam em vocês?