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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Assediada em rede social!

   Olá, meus queridos amigos, companheiros, familiares e leitores, Raven Franzina está fazendo mais um post para o blog Ninho de Corvo. Como vocês estão? Eu, pra variar, estou meio mal das pernas, com 1 milhão de trabalhos pra fazer e com as provas finais chegando, se não bastasse isso, meu professor orientador do meu projeto de Iniciação Científica está me dando prazo pra fazer uma pesquisa que não tem nada a ver com meu projeto e não sei o motivo dele estar pedindo pra mim. Affff... Mas vamos ao que interessa.



   Quem acompanha o blog, sabe que escrevi um post com prints de mensagens que recebi em meu whatsapp, ou que li em grupos que participava, chamado 9 Exemplos de Conversas Agradáveis pelo Whatsapp. E, entre eles, tinham garotos mentindo para flertar comigo, ou sendo abusivos de alguma forma.

   E, infelizmente, é algo que constantemente acontece com mulheres em redes sociais, porque infelizmente existem homens que não conhecem o significado das palavras "limite" e "respeito". Porém, as pessoas costumam defender a atitude dos caras com coisas como "a foto da garota estava de tal jeito", ou "não posso culpá-lo por tentar".

   O que pessoas que defendem essas atitudes não pensam é como fica desgastante para nós aguentar esse tipo de assédio em todo tipo de rede social possível. E pra eles é fácil aceitar, enquanto não acontece com sua namorada, ou sua irmã.

   Para ilustrar melhor o que passamos, reuni mensagens que recebi na rede social Kiwi, a mesma do blog, que eu uso para estar em contato com vocês, mesmo eu quase não recebendo perguntas (detalhes).

1. Intimidade instantânea

Nada melhor que uma conversa em que vocês mal se cumprimentaram e o cara já pede o seu whatsapp. E só pela forma que ele me chamou, já deu pra perceber que foi com sentimentos puros e sinceros.

2. Rapaz Alzheimer

Afinal, quem iria lembrar que já pediu nudes e a pessoa teve a audácia de dizer não, né? Inacreditável.


3. Rapaz de respeito

Todos sabem que se você começa uma frase escrevendo "com todo respeito", você está livre pra dizer o que quiser, afinal, é com todo respeito.

4. Fura olho

E daí que você tem namorado? O importante é mandar fotos, porque namorar não significa nada.

5. O menino vácuo

Resumindo, é aquele que é tão absurdamente imbecil que você não se dá o trabalho de responder.

6. Menino de paz

Afinal, com uma pergunta tão simples dessas, quem ficaria bravo com ele? Vale lembrar que colocar "não fica brava comigo" no final da frase tem o mesmo efeito de iniciar ela dizendo "com todo respeito".

7. O Narcisista

É aquele que, por mais que eu tente fazer graça a respeito, a raiva não permite eu falar tranquilamente dele. É aquele cara que nunca foi ensinado como respeitar uma mulher e, apesar dela não ter dado moral pra ele em momento algum, se acha tão bom e desejável ao ponto de enviar foto de suas coisas nojentas, como se fossem verdadeiras obras de arte. E aposto que na cabeça dele, eu deveria estar agradecida por receber essas fotos, mesmo elas me causando náuseas, mesmo que ele nunca tenha visto uma gillette na vida.

   Enfim, era isso que eu tinha pra passar pra vocês, se já passaram por algo semelhante, me conte sua experiência por rede social, se tem medo de se identificar, ainda uso o Kiwi. Mas, se você é um desses caras, faça um favor pra humanidade e pare de ser um babaca.

sábado, 6 de agosto de 2016

Raven e seus causos #3: Assediada por um senhor de 60 anos

   Aloha, queridos amigos e leitores. Estou de volta e desisti de falar dos motivos que me fazem sumir, não farei mais promessas que não posso cumprir também. Como muitos sabem, já que o corvo mencionou no último post, estou jogando Pokémon GO e esse post é mais ou menos relacionado a isso. Não vou começar com minhas usuais piadinhas sem graça ou risadas extravagantes, porque o que tenho que falar não é lá muito divertido.

Foto meramente ilustrativa, não se trata desse senhor especificamente.
   Esse causo inicia-se comigo passeando em um praça da cidade onde estudo. Já que era uma tarde ensolarada de 30 graus, encontrava-me de regata e short jeans. Decidi estar simples, porque tinha em minha posse um ovo de 5 km e isso requer caminhar pra caraio.

   Enquanto capturava um Rattata no conforto da sombra de uma das árvores, um senhor de idade se aproximou de mim, falando pra eu tomar cuidado, pois a árvore estava carregada de frutas que pareciam mais com cocos (mas não sei de qual fruta se tratava) e que, há alguns dias, uma delas tinha caído na cabeça de outra mulher. Infelizmente, sempre respondo pessoas de idade com um grande sorriso no rosto e, talvez, esse tenha sido meu pecado.

   Ele começou elogiando minha boa educação, que era difícil encontrar jovens que escutem os idosos e etc. Contou que estava viúvo e chorava muitas vezes por sentir falta da companhia e beleza de sua falecida esposa. Fez-se de coitado para que eu sentisse dó e fizesse companhia. Por eu ser uma idiota de coração mole, me senti triste por ele e, ao invés de continuar andando, emprestei meus ouvidos.

   Esse senhor, ao perceber minha receptividade, aproveitou-se para prolongar a conversa, puxando outros assuntos, em sua maioria, fofocas. Porém, a prosa começou a ficar mais densa e mais difícil de ser tolerada. Por exemplo, a história de seu vizinho "loirinho" casado com uma "loirinha orgulhosa" que o traiu com um "negão", como insistia em dizer. "Sou católico, não acredito nessas coisas, mas parece até que ele tinha feito um feitiço nela, é difícil de acreditar", lembrando que seu posicionamento era de incredulidade. Quando ele se mostrou racista, meu sorriso passou a ter um aspecto mais torto, como quando nos forçamos a sorrir ao estarmos onde não gostaríamos.

Praça da cidade onde estudo.
   Ele foi me contar do filho que traiu a esposa "que parece uma princesa" por uma "pioienta" de 21 anos, baixinha, gordinha e feia. "As garotas de hoje em dia são muito fáceis", afinal, ela que era solteira tinha mais culpa que o rapaz que era casado. O tempo e o espaço ficaram confusos pra mim, parecia que ele não ia parar de falar nunca e a sensação era de que ele estava cada vez mais perto de mim.

   Ele contou sobre uma vizinha, que seria minha chará, "uma garota belíssima, branquinha, mas você não vai acreditar! Ela é gay!", ele contou abismado. Eu apenas comecei a encarar o vazio.

   Não sei se o meu desconforto era muito óbvio, mas outro senhorzinho passou a circular perto da gente e a encarar o meu assediador. Eu só queria sair de perto dele, tudo que ele fazia já estava me irritando, até mesmo sua mania de tirar o chapéu, creio que o santo não bateu.

   Ele passou a falar de suas ex namoradas. Mas, pera, ele não chorava pela esposa? "Se as pessoas acham que eu permaneci virgem durante esses cinco anos, não vou mentir, eu tive as minhas namoradas, eu namorei muito hahahahahaha", ele começou a passar a mão em meu braço, com frequência.

   "Ela era branquinha e tinha o cabelo escuro igual ao seu", disse passando a mão em meu cabelo. E eu já estava trêmula. 



   "Eu dava dinheiro para ela, ela nunca pediu, mas ela não quis devolver uma foto minha, lembrança de quando eu era jovem, isso quer dizer que, mesmo ela tendo 31 e eu 60, ela sentia algo por mim, certo?", segurou minha mão, que estava pousada em minha coxa, logo, a dele passou a estar lá também. Obviamente, me reposicionei. Mas, com tudo que estava acontecendo, eu não conseguia nem falar direito e, quando falava, não sabia bem o que estava dizendo.

   "Nossa que tatuagem bonita! O que é?", disse alisando minha coxa, onde se encontra a tal tatuagem, o que me causou ânsia e nojo. O ódio começou a subir enquanto eu tentava imaginar como que um gesto de educação conseguiu me meter nesse tipo de situação.

   Quando eu insisti que tinha que ir, "ah, não converse mais um pouco comigo", disse, segurando minha mão. Eu reforcei que precisava almoçar e ele ofereceu pagar algo pra eu comer e uma cervejinha, mas rebati falando que não bebo e que já tinha comida na pensão que moro. Ele queria que eu fosse visitá-lo em sua casa, ou "mansão" (como fazia parecer), insistia que eu fosse, dizia que tinha uma igreja evangélica logo em frente e apertava forte minha mão, não deixava eu me soltar. 

   Após 30 minutos nesse pesadelo que parecia não ter fim nunca, ele só me deixou ir após eu fingir que anotei o número de celular dele. Tive que fazer todo um teatro, dizendo que ia ligar sim, mas (obviamente) não o farei e jamais irei visitá-lo.

   Eu sei que eu pareço patética, também me sinto um pouco assim, um pouco humilhada por não ter tido uma reação boa o suficiente, mas apenas não sabia o que fazer. Simplesmente não consegui ser grossa ou durona com alguém de idade e não sei informar se foi mais pelo choque ou por educação com os mais velhos mesmos. Em todo caso, na minha cabeça, tudo que eu queria era empurrá-lo e sair correndo, ou mandar ele a merd*.



   Eu não havia feito mal a ninguém, nem nada de errado, apenas saí para capturar alguns Pokémons e chocar um ovo no jogo. Afinal, a culpa foi minha? O que você teria feito de diferente? Estou aberta a conselhos, críticas, ou qualquer coisa do gênero. Aguardo os comentários de vocês e desculpa o post longo.