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segunda-feira, 20 de março de 2017

Sessão Lágrimas: "Hope" - a vida depois do abuso

   Olá, queridos amigos, companheiros, colegas e leitores aqui do blog. Tudo bem com vocês? Quanto a mim, eu poderia estar melhor, poderia ter ido no show do BTS que teve aqui no Brasil, mas não, não fui. Mas paciência é uma virtude, chegará o dia em que poderei ir assistir tudo que eu quiser. UHEUEHUEHEUHEUEHEHEUH eu espero, pelo menos. Voltarei a indicar filmes, como sempre faço, e o de hoje promete lhes arrancar lágrimas e causar revolta.


   Hope, ou Wish (como também é chamado), é um drama dirigido por Lee Joon-ik, escrito por Jo Joong-hoon e Kim Ji-hye, lançado em 2013 e ganhador do prêmio de Melhor Filme no trigésimo quarto Blue Dragon Film Award. Felizmente, é um dos filmes coreanos que podemos encontrar no Netflix.

   Esse filme conta a história de So-won, uma garotinha de apenas oito anos que vive com os pais. Dentro de casa, apesar de não lhe faltar nada do essencial para viver, So-won sente falta de receber um pouco mais de atenção de seus pais, já que passam por momentos de crise financeira e matrimonial. Sua mãe passa o dia trabalhando na loja da família, que fica abaixo de sua casa, e está grávida do segundo filho, apesar de seu pai ainda não saber, e seu pai passa o pouco tempo que está em casa assistindo esportes na televisão ou dormindo.


   Em uma manhã bastante chuvosa, So-won se arruma para ir para a escola sozinha, já que seus pais estão ocupados. Obedeceu as ordens da sua mãe e, mesmo estando atrasada, seguiu pela avenida principal, ao invés de pegar um atalho por alguns becos. Porém, estando a um quarteirão de sua escola, So-won é abordada por um senhor que estava todo encharcado da chuva, pedindo para que ela desse carona para ele debaixo do guarda-chuva, mesmo ela estando tão próxima da escola.

   As cenas seguintes são aquelas que umedecem os olhos e traz aquele desconforto para o coração, de uma forma tão forte, que você se sente próxima da vítima, mesmo sendo o caso de um filme. So-won, que havia obedecido a mãe e andado pela rua principal, que estava indo para a escola em plena luz do dia, que estava em uma rua onde até mesmo alguns colegas estavam passando por lá, que estava a um quarteirão da escola, foi levada.

   Depois de alguns instantes, a polícia estava cercando uma área de construção em frente a escola, já que So-won sozinha e ensaguentada ligou para a polícia ela mesma. Essa pequena garota de 8 anos, foi abusada sexualmente e sofreu inúmeras lesões externamente e internamente, causando danos permanentes na sua saúde física, emocional e psicológica. E, mesmo que a violência não tenha sido explícita no filme, o resultado e a ideia foram o suficiente para fazer meu estômago revirar.


   Essa cenas que citei, foram apenas o início do filme, pois o grande problema que ele aborda, além de como restaurar uma família após algo dessa escala, também é sobre a punição do autor de toda essa violência. Será que a justiça aceitaria a defesa de um ser que causou tanto dano a uma criança, que ela se torna incapaz de conversar ou olhar o próprio pai?

   Na minha opinião, a história do filme (de acordo com seu propósito) foi muito bem escrita e, creio, que capaz de causar as reações que os escritores realmente desejavam dos telespectadores. Os cortes de cenas ficaram fantásticos, trilha sonora aceitável e fotografia muito boa. Obviamente não é um filme que eu indicaria para crianças assistirem, mas um drama que deixa as perguntas certas sobre casos de abuso sexual.


   Enfim, essa foi minha indicação da vez, espero que gostem do filme, se bem que "gostar" não é bem o verbo certo a ser usado, se é que me entendem. Vocês perdoariam alguém assim? Não deixem de comentar. Quem já assistiu ou quem for assistir, não deixem de me avisar. Quero saber se minhas indicações estão sendo útil pra vocês. Obrigada pela atenção!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Análise: Eungyo - A Musa

   Olar, queridos amigos, colegas e leitores aqui do blog, tudo bem com vocês? O assunto que irei abordar hoje é um tanto quanto polêmico, pois estarei dando minha opinião quanto a um filme que retrata o amor de um homem de idade por uma garota do Ensino Médio. Leiam até o final e tirem as conclusões de vocês.


    Creio que já devo ter comentado algo a respeito de meu apreço pela cultura asiática, então, ao ver que a Netflix colocou em seu catálogo inúmeros filmes sul coreanos, séries baseadas em mangás (inclusive um original da Netflix, que poderei comentar a respeito se vocês quiserem). E entre esses filmes encontrei um com uma sinopse intrigante.

   Eungyo - A Musa, cujo título original é apenas Eungyo, foi dirigido por Chung Ji Woo, é um drama lançado em 25 de Abril de 2012, possui a duração de 129 minutos e foi escrito, também, por Chung Ji Woo e Park Bum-Shin.


   O filme inicia-se mostrando um pouco da vida pacata que um renomado poeta e professor universitário de 70 anos, Lee Juk-Yo, junto de seu aluno assistente, Seo Ji-Woo, que planeja seguir os passos de seu "mestre". Porém, um dia encontram, inesperadamente, uma jovem de 17 anos dormindo na varanda da casa do professor e, após alguns dias, contratam essa menina de comportamento peculiar para ajudar na limpeza da casa, já que um já estava um pouco velho para o serviço e o outro estava ocupado com o trabalho.

   Talvez vocês estejam pensando que o erro da menina foi ter começado a trabalhar naquela casa, no entanto, Lee Juk-Yo aparentemente já havia visto algo de incrível nela desde a cena da varanda, ao vê-la dormir. A presença dela na residência, só serviu para aumentar esse desejo um tanto quanto doentio, ao meu ver, desse senhor.


   Tem muito drama em volta dessa relação, que é descoberta por seu aluno. Mas creio que o tema principal do filme é sobre a solidão. Pois os três personagens principais são pessoas extremamente solitárias, que passam por algumas situações difíceis, seja violência doméstica ou frustração por não possuir talentos.

   Mas o que eu queria deixar claro sobre esse filme é que, apesar de realmente possuir cenas de nudez, ou sexualização da menina de 17 anos, o amor unilateral de Juk-Yo não é romantizado pelo filme, inclusive, ao entrar em desespero por seu ciúmes, ele toma uma atitude errada que muda completamente a história dos três e se torna irreversível. 

   A iluminação do filme é fantástica, por ser um filme bastante parado, os efeitos de áudio ao fundo costumam ser bem baixos e suaves, juntando os dois, o filme parece um retrato do verão. A atuação, como eu já expliquei sobre a atuação sul coreano, ao meu ver, foi muito boa, com a menor quantidade de exageros possíveis. Mas é um filme muito parado, se você prefere ação, aventura, ficção científica, provavelmente não irá gostar desse filme.


   Enfim, essa foi minha opinião sobre o filme, espero que possam comentar a respeito sobre o que vocês acharam, ou, se já assistiram o filme, me conte a impressão que ele causou em vocês. Confesso que tive um pouco de raiva ao assistir, mas acho que é um reação normal, certo? Estou esperando as respostas de vocês. Obrigada pela atenção.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Nightmare High (ou Nightmare Teacher)

   Boa noite, queridos amigos, colegas e leitores! Como vem passado? Eu estou cansada, mas fazer o que, né? A minha indicação de hoje é um pouco diferente das que eu costumo passar. Primeiro porque se trata de um Kdrama (ou dorama), ou seja, uma série sul coreana. E segundo porque é de "terror"... Entre aspas porque não dá medo mesmo. Mas achei interessante e decidi passar para vocês.


   Nightmare Teacher (ou High), cujo nome original é 악몽선생, é uma pequena série sul coreana, com apenas 12 episódios e transmitida no mês Março desse ano (2016). Ela foi dirigida por Hyung Moon-Sub e escrita pelo mesmo junto de Jun Yoo Suk.

   A história, comparada a outros kdrama que já assisti, sai um pouco da linha tradicional do romance. Se está esperando assistir algo repleto de sangue e violência, com direito a chamar o Tarantino pra assistir junto enquanto tomam um vinho, esse não é o filme pra você, depois indico um que pode ser perfeito pra ocasião.



   Mas o que vocês achariam se, do nada, o professor de vocês precisar ser afastado e ser substituído por alguém um tanto quanto peculiar? E o mais esquisito da situação é que, de repente, sua sala de aula começa a ter mais e mais cadeiras vazias, cada uma com sua particularidade, como recados, nomes, carimbos... Mas você não lembra se alguém costumava se sentar ali, ou sequer os nomes dessas pessoas e, aparentemente, ninguém mais se recorda. A única pista relevante que ficou pra trás foi "não vão para a sala de conselho", onde o professor substituto conversava com seus alunos.

   Ao entrar nessa sala (parece nada a ver, mas lá a forma de ensino é bem diferente da nossa), você terá um pouco do que você mais quer e de graça... Notas boas, ser mais bonita, ter amigos... Um pouquinho de nada do seu maior desejo no momento, mas não o suficiente para te satisfazer. Porém, para conseguir mais, você estaria disposto a assinar um contrato? E você tem total confiança de que pode gerenciar perfeitamente o seu sonho? Afinal, você não poderá voltar atrás.



   Bom, a presidente da turma passa a desconfiar da situação e inicia sua "investigação", apesar de os outros alunos simplesmente ignorarem tudo. Ela que sempre aparentava ser perfeita, com as melhores notas da turma e sempre demonstrando responsabilidade, poderia descobrir o que acontecera com seus colegas e ainda descobrir o que seus "pesadelos" significam?

   Claro que, pra quem nunca assistiu nem mesmo Old Boy, vai ficar um pouco surpreso em como eles falam meio que gritando, os gestos exagerados e afins, mas são particularidades da cultura deles, por isso muitos consideram que coreanos "atuam mal". Quero que larguem um pouco desse preconceito e tentem dar uma chance pra essa história. Os episódios são curtos e considero bem interessante.



   Enfim, agradeço por lerem e apoiarem. Não se esqueçam de deixar um comentário dizendo se já assistiu e a opinião de vocês. Também ficaria muito contente caso queira que eu assista alguma série ou filme e escreva minha opinião para vocês. Obrigada pela atenção!