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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Raven e seus causos #1

   Olá, queridos amigos e leitores, ou melhor, minha família da internet, ne. Fiz uma enquete no twitter e algumas pessoas disseram que queriam que eu falasse mais sobre minha vida pessoal. Então, estou criando essa série pra contar algumas situações pelas quais passo no dia-a-dia.

   Antes de mais nada, queria dar dois avisos importantíssimos para que entendam o que estou vivendo atualmente. Primeiro, eu sou muito idiota, mas muito idiota mesmo, não dá pra levar a sério 10% do que falo no dia-a-dia. E, último aviso, quero deixar bem claro que suspeito que alguém colocou meu nome na boca do sapo, porque estou em uma onda de azar inexplicável. Quer dizer, sempre fui fodid* na vida, mas atualmente estou de parabéns.



   Sobre o causa da vez, como já falei muitas vezes no meu twitter, eu estou em período de provas. Então, sexta-feira passada, após uma pesada prova de matemática, obriguei meus colegas a tomarem uma cervejinha comigo na frente da faculdade, enquanto eu esperava o ônibus, porque pobre tem que correr pra pegar o último ônibus que passa mesmo.

   Conversa vai, conversa vem, bebida entra. Passei um tempo agradável, até que avistei o ônibus e fui pro ponto correndo, enquanto meu sapato ameaçava sair do meu pé. Até então tudo bem. Mas quando finalmente sentei, eu percebi... Minha bexiga começou a doer, como se eu não estivesse num fucking bar até agora. Eu precisava desesperadamente fazer xixi.

   Eu comecei a calcular na cabeça quanto tempo iria demorar pra chegar em casa ou o quanto eu conseguiria segurar, mas assim como na prova que fiz naquele dia, falhei nos cálculos. Cheguei num situação tão desesperadora que cogitei a possibilidade de achar um lugar escondido na rua pra fazer xixi, mas desisti, porque imagina se alguém filma no celular e eu acabo manchando o nome da minha família em um viral "A MIJONA".



   Quando desci do segundo ônibus, já haviam lágrimas escorrendo pelos meus olhos e eu andava com pressa, com a graça de um pinguim, porque não dava pra separar muito as pernas, namoral. O problema é que o ônibus me larga a uns 7 quarteirões de casa (nunca contei), numa rua deserta às 23:30. E, justo nessa noite, um cara suspeito apareceu, usando o capuz do moletom num calor da pega. Já comecei a suar frio.

   Na minha cabeça, eu pensava em correr, mas poderia gerar um acidente líquido. Comecei a criar um teatro na minha cabeça, de como eu iria conseguir sair daquela, sendo que não tinha nada nem uma outra alma na rua. Então, passei a esperar o pior, como que eu ia falar pra um estuprador: "moço, eu sei que você deve estar com pressa, mas será que antes de começarmos eu poderia fazer um xixizinho, porque num tá dando"?

   Enfim, o que eu menos esperava aconteceu. O cara virou pra direita faltando um quadra da minha casa e eu pude voltar tranquila pra casa e fazer o meu merecido xixi. Claro que enquanto eu abria o portão, eu tive que ficar dançando lambada pra segurar o xixi, não sei porque, mas quanto mais perto estamos de fazer xixi, parece que é mais difícil de segurar.

Caminho pra casa.


   Bom, espero que vocês não estejam me odiando por contar uma história tão idiota, mas é que aconteceu recentemente e eu decidi compartilhar, ne. Hehehehehehe. Se gostaram, não esqueçam de dizer nos comentários, pra saber se devo ou não continuar com a série. Obrigada pela atenção.