Bem vindos novamente ao
ninhodecorvo. Mais uma vez venho trazer uma indicação de filme para vocês.
Zootopia é um filme de animação
computadorizada dos estúdios “Walt Disney”, lançado em 17 de março de 2016 no
Brasil e distribuído pela “Motion Pictures”.
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| Hopps e Wilde |
No universo do filme,
aparentemente não existem humanos, e assim, os outros mamíferos puderam se
desenvolver de sua condição de “fera” para um aglomerado social similar ao
nosso. No entanto, mantêm-se certos paradigmas, como certo determinismo social
referente à sua condição biológica: Ser presa ou predador.
O enredo trata da dificuldade de
uma coelha em vencer os parâmetros sociais já estabelecidos e alcançar e ter
sucesso em um emprego que é característico de animais maiores e mais fortes.
A qualidade visual da animação é
bastante boa, com ótima dublagem, tanto para os personagens principais quanto
para os personagens secundários. Há algumas referências a outros filmes, muito
bem encaixadas e bastante divertidas.
É um ótimo filme para crianças,
embora o enredo seja um pouco fraco e previsível.
O que este título tem de melhor a
oferecer, as crianças não compreenderão inteiramente, por isso, eu digo que “Zootopia”
é uma excelente crítica social que devia ser assistida por todos os jovens
adultos, principalmente no quadro social que vivemos hoje.
O filme encaixa muito bem o
vitimismo e suas consequências, trata também da luta do preconceito e combate ao
determinismo social. Judy Hopps (a protagonista) é nada mais do que uma
analogia a uma minoria social historicamente excluída e prejudicada, a cidade
Zootopia é um exemplo de sociedade desenvolvida, e alguns personagens como Chefe
Bogo e Nick Wilde são exemplos que se apegaram ao parâmetro determinista,
aceitando seu sucesso ao fracasso como consequência dele e não de seus
esforços.
O desenvolver do filme nos mostra
um vilão vitimista, que arma uma situação para culpar e prejudicar o grupo
historicamente opressor, que é agora minoria populacional. As situações a que a
protagonista é submetida demonstram seu próprio preconceito e a fazem refletir sobre
ele, percebendo seu pensamento hipócrita ao julgar os predadores pelo mesmo
determinismo que a discriminava.
Há, aí,
uma lição a ser aplicada na vida real, principalmente no que se encaixa a situação
de nosso país. Muitas vezes achamos correto atacar nossos opositores porque há
uma carga ideológica forte entre nós, ou até mesmo danos ou ofensas passadas.
Como ocorreu recentemente, quando um determinado deputado achou por bem cuspir
(premeditadamente) em um colega de câmara (independente de quem sejam eles e
quais são suas visões). “O erro de outro para comigo não justifica meu erro para
com ele”.
Essa é
a importante lição que me levou a indicar esse filme para vocês, meus caros
leitores. Espero que tenha agradado, é um bom título para assistir com a
família. Caso tenha alguma opinião, sugestão, crítica ou comentário, deixe seu
recadinho ai embaixo.
Agradeço pela paciência
e apoio, muito obrigado.

