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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Indicação: Zootopia

Bem vindos novamente ao ninhodecorvo. Mais uma vez venho trazer uma indicação de filme para vocês.
Zootopia é um filme de animação computadorizada dos estúdios “Walt Disney”, lançado em 17 de março de 2016 no Brasil e distribuído pela “Motion Pictures”.

Hopps e Wilde
No universo do filme, aparentemente não existem humanos, e assim, os outros mamíferos puderam se desenvolver de sua condição de “fera” para um aglomerado social similar ao nosso. No entanto, mantêm-se certos paradigmas, como certo determinismo social referente à sua condição biológica: Ser presa ou predador.
O enredo trata da dificuldade de uma coelha em vencer os parâmetros sociais já estabelecidos e alcançar e ter sucesso em um emprego que é característico de animais maiores e mais fortes.
A qualidade visual da animação é bastante boa, com ótima dublagem, tanto para os personagens principais quanto para os personagens secundários. Há algumas referências a outros filmes, muito bem encaixadas e bastante divertidas.
É um ótimo filme para crianças, embora o enredo seja um pouco fraco e previsível.
O que este título tem de melhor a oferecer, as crianças não compreenderão inteiramente, por isso, eu digo que “Zootopia” é uma excelente crítica social que devia ser assistida por todos os jovens adultos, principalmente no quadro social que vivemos hoje.
O filme encaixa muito bem o vitimismo e suas consequências, trata também da luta do preconceito e combate ao determinismo social. Judy Hopps (a protagonista) é nada mais do que uma analogia a uma minoria social historicamente excluída e prejudicada, a cidade Zootopia é um exemplo de sociedade desenvolvida, e alguns personagens como Chefe Bogo e Nick Wilde são exemplos que se apegaram ao parâmetro determinista, aceitando seu sucesso ao fracasso como consequência dele e não de seus esforços.
O desenvolver do filme nos mostra um vilão vitimista, que arma uma situação para culpar e prejudicar o grupo historicamente opressor, que é agora minoria populacional. As situações a que a protagonista é submetida demonstram seu próprio preconceito e a fazem refletir sobre ele, percebendo seu pensamento hipócrita ao julgar os predadores pelo mesmo determinismo que a discriminava.
                Há, aí, uma lição a ser aplicada na vida real, principalmente no que se encaixa a situação de nosso país. Muitas vezes achamos correto atacar nossos opositores porque há uma carga ideológica forte entre nós, ou até mesmo danos ou ofensas passadas. Como ocorreu recentemente, quando um determinado deputado achou por bem cuspir (premeditadamente) em um colega de câmara (independente de quem sejam eles e quais são suas visões). “O erro de outro para comigo não justifica meu erro para com ele”.


                Essa é a importante lição que me levou a indicar esse filme para vocês, meus caros leitores. Espero que tenha agradado, é um bom título para assistir com a família. Caso tenha alguma opinião, sugestão, crítica ou comentário, deixe seu recadinho ai embaixo.

Agradeço pela paciência e apoio, muito obrigado.